Agora que já sabe como começar e já escolheu a agência de intercâmbio (
Capitulo III: O Visto
Tão temido por muitos, o visto é algo necessário para entrar (seja como turista ou estudante) em muitos países do mundo como Estados Unidos, Inglaterra e Austrália.
Então, a primeira coisa a ver é se o país no qual você escolheu para o intercâmbio precisa de visto para entrada. Nem todos países exigem o visto de nós brasileiros (por Exemplo Argentina). Para verificar, a melhor coisa a fazer é entrar no site do consulado e verificar as exigências (ou então pedir informações à agência de intercâmbio escolhida). Segue alguns dos sites dos consulados (demais podem ser procurados no google):
Consulado Americano (é exigido o visto de turista para a entrada no país e no caso de estudantes é exigido se o curso tiver mais de 20 horas semanais.)
Consulado Canadense
Consulado Australiano
Consulado da Inglaterra (não precisa de visto de turismo e no caso de estudantes não é necessário se o curso for por menos de 6 meses)
Consulado Espanhol
Consulado México
A segunda coisa a se fazer é verificar se o curso escolhido exige um visto de estudante (como é no caso de inglês regular feito nos EUA) ou se o visto de turista bastará. Normalmente em cursos de férias, com carga horária melhor e também com duração curta, o visto de turismo suprirá.
Já sabe qual o visto necessário, então é hora de ir atrás de consegui-lo!
Antes disto: Oi, você não tem passaporte ou seu passaporte está prestes a vencer? (
Em geral, os consulados agem da mesma forma: O solicitante deve se cadastrar no site do consulado, preenchendo um formulário; pagar a taxa de emissão do visto; marcar a data para a entrevista e a entrega da documentos, enfim, é algo que exige um pouco do seu tempo (principalmente se você não morar nas cidades onde têm um consulado).
Muitas pessoas, por conta deste trabalho ou até mesmo com medo de não conseguir o visto recorre à despachantes ou até mesmo à escola de intercâmbio para uma assessoria. Minha humilde opnião: Não é nenhum bixo de sete cabeças. Primeiramente escolhi o serviço da escola (que me cobrou um valor relativamente alto pelo que era feito), por não saber nada sobre o assunto. Porém tiveram a capacidade de errar meu sobre nome e inverteram o nome da minha mãe, além do que tudo preencheram o formulário de uma forma que eu não concordei. Por isto, resolvi eu mesma arriscar, enquanto duas amigas, resolveram ir pelo que a agência tinha feito. Com a ajuda de alguns sites sobre o assunto e um dicionário preenchi a ficha e adivinha? Eu passei e as minhas amigas não! Mas por que isso? Acredito que o fato de ter colocado a escola como minha responsável no país (no caso, os EUA) e não ter mentindo em relação a nada (ok, a quase nada) me deixou mais segura na entrevista e passou mais confiança ao cônsul.
Pois bem, você deve fazer aquilo que te fazer sentir mais seguro! Se achar que é capaz de preencher a ficha sozinho e encarar a entrevista, vai lá!
Outra coisa importante na hora de pedir visto é mostrar vínculos no Brasil. Isto vale para qualquer país, desde os mais rigorosos, quanto os mais tranquilos. Faculdade, emprego, filhos, bens, tudo que mostre "oi, estou indo para lavar banheiros ou trabalhar em um restaurante. Eu vou, mas volto!" Então é a hora de pedir atestado de matricula na faculdade ou na escola, pedir aquela declaração do chefe que você é empregado desde tal data, tirar uma cópia do documento do seu carro. Quanto mais formas de comprovar melhor!
Também é importante mostrar que "sim, eu consigo bancar esta viagem, não vou fazer um bico para ajudar nas despesas" (salvo se o curso escolhido foi curso + trabalho). No meu caso, eu tinha um salário que poderia ser visto como pouco para o consulado (
Entrevista: Português ou no idioma nativo?
Pois bem, em regra as entrevistas para turistas são em português (às vezes em um português bem "mais ou menos") e as de estudante/trabalho são em inglês. Sendo assim, é preciso saber ao menos o básico para uma conversação, porque além de tudo que citei acima, o seu inglês também será testado.
Espero ter ajudado um pouco àqueles que estão em pânico com o visto ou até mesmo passar mais confiança.
Mais dicas? No próximo capitulo!

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