(Vinte&Quatro)

segunda-feira, 19 de maio de 2014


Quando eu tinha dezenove anos, achava que já sabia demais, mas tudo que tinha era o dinheiro dos meus pais, uma faculdade para terminar e amigos que cabiam em uma mão. Não via como a maioria dos dias do ano são comuns. Começam e terminam, sem nenhuma memória durável nesse tempo. A maioria dos dias não tem impacto no decorrer da vida. Acreditava um pouco em conto de fadas: destino, alma gêmea, amor verdadeiro...hoje eu vejo que é só uma bobagem infantil. Porém, ainda não sei fingir ou ocultar meus sentimentos. Sou tão transparente como o vento. Tudo que sinto é muito intenso. Quando eu amo, eu amo muito. Quando eu não gosto, não gosto mesmo. Quando eu quero, quero mais. Eu sinto muito, na verdade, demais. Mesmo aos vinte e quatro anos vejo que apesar do meu quase um quarto de século, ainda tenho muita coisa para aprender, muita coisa para viver, muita coisa para aprimorar. Sabe aquela sensação que você tem de não pertence a lugar nenhum? Às vezes sinto isso: vivendo uma vida sem emoção rodeada de gente que não se importa e se prendendo á algo ou alguém que me faça me sentir viva, mas na verdade é só mais uma ilusão. Eu só espero que um dia essa sensação vá embora, que ela vá embora junto com toda desilusões. Só vá.

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